Uma das questões existenciais que ainda me fazem refletir sobre mim mesmo são os tais "discursos imaginários". Sabe quando você lembra de uma pessoa e se imagina em uma situação de conversa, discussão ou até mesmo de embate? É algo parecido. Todo o diálogo passa pela cabeça, como se tudo fosse um jogo armado.
Já me imaginei em discussões que variam de "papos cabeça" com amigos a entrevistas que eu possivelmente concederia a inquisidores conhecidos. É meio ridículo e infantil, mas faz parte da dita "humanidade".
O mais divertido é que esse processo sempre acontece de modo natural, começando pela lembrança da pessoa, seguida por uma situação hipotética que sai de um simples cruzamento de pensamentos. No fim das contas, sempre acabo me perguntando que diabos estou querendo com aquilo.
O fato é que essas conversas sempre nos fazem conhecer e saber mais sobre nós mesmos. Sabe o que eu descobri na última que tive?
Depois eu falo...
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
sábado, 29 de março de 2008
ying yang
Realmente a vida é uma eterna contradição. A gente nunca perde nada sem ganhar algo e vice-versa. O que incomoda realmente é que quando a perda é muito grande, o que se ganha nem sempre vem à altura. Ontem foi aniversário de uma grande perda na minha vida e as 'compensações' que vieram após esse acontecimento não são nem de perto comparáveis. A gente perde alguém que ama e ganha responsabilidades. Não é nada justo, definitivamente, mas nem tudo a gente consegue escolher. De fato, prefiro tentar ver as coisas como se fossem um 'perde e ganha'.
O pior da perda é quando a gente começa a esquecer do que nos lembra do que foi perdido. Quando os cheiros que nos lembravam passam a nos lembrar outras coisas. Quando as imagens e conversas que sempre remeteriam àqueles pensamentos saudosos passam despercebidos e, no momento em que temos consciência, notamos que esquecemos tudo aquilo.
Enfim, não há como discutir com algumas fatalidades e eu não tô com saco pra brigar com o destino. Mas que ele é cruel, é.
O pior da perda é quando a gente começa a esquecer do que nos lembra do que foi perdido. Quando os cheiros que nos lembravam passam a nos lembrar outras coisas. Quando as imagens e conversas que sempre remeteriam àqueles pensamentos saudosos passam despercebidos e, no momento em que temos consciência, notamos que esquecemos tudo aquilo.
Enfim, não há como discutir com algumas fatalidades e eu não tô com saco pra brigar com o destino. Mas que ele é cruel, é.
quinta-feira, 13 de março de 2008
the ego
Eis que refletindo, notei que migrei de um eu totalmente anti-social para um alterego sociável e otimista. Notem, nada daquelas coisas extremamente sorridentes que dão nojo em qualquer cristão ou pagão. Apenas alguém um pouco mais 'suave', aberto à vida em sociedade.
Obviamente, muito disso é conseqüência da entrada do álcool no cardápio dos fins de semana. Mas talvez um pouco também seja resultado de uma vontade inconsciente de socialização. Mais precisamente, uma fuga da solidão e da reflexão excessiva. Às vezes o caminho natural é o contrário, a introspecção, o isolamento. Como todo ser que envelhece, fica-se rabugento e exigente, controlador e seletivo, manipulador e observador... Não que eu tenha abandonado esse lado obscuro e delicioso. Só que esse é um daqueles momentos em que a busca principal é por movimento, por efemeridade, diversão e companhias calorosas.
No fim das contas, é triste, mas real: a gente é tão egoísta que não quer ficar só porque pensamos apenas em nós mesmos.
sábado, 19 de janeiro de 2008
momentos
Uma semana depois do Laboratório, eu começo a refletir sobre o quanto é feliz e ao mesmo tempo triste lembrar de momentos bons que passaram. O triste de tudo é saber que eles passaram. Ficar lembrando e pensar que nenhum momento se repete com a mesma intensidade pode deixar a gente meio melancólico.
O positivo disso tudo é saber que aqueles momentos aconteceram e encheram nossas cabeças de alegria por algum tempo. As boas recordações são a parte mais importante do que a gente chama de 'nossa história'. 2008, pelo menos, começou um pouco mais agradável que o ano passado. Os momentos iniciais trouxeram mais alegrias que tristezas e eu até tenho uma pontinha de otimismo para esse ano. A palavra de ordem agora é movimento. Tá na hora de começar a me mexer e fazer algumas coisas por mim mesmo.
Tempo de despertar.
O positivo disso tudo é saber que aqueles momentos aconteceram e encheram nossas cabeças de alegria por algum tempo. As boas recordações são a parte mais importante do que a gente chama de 'nossa história'. 2008, pelo menos, começou um pouco mais agradável que o ano passado. Os momentos iniciais trouxeram mais alegrias que tristezas e eu até tenho uma pontinha de otimismo para esse ano. A palavra de ordem agora é movimento. Tá na hora de começar a me mexer e fazer algumas coisas por mim mesmo.
Tempo de despertar.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
novo ciclo
Eis que mais um ano chega ao fim. Refletindo brevemente sobre 2007, poderia julgar o ano como um ciclo de aprendizado. Algumas coisas a gente aprende rápido, de boa vontade. Mas outras coisas a gente aprende na pancada. Os dois meios podem ser eficazes, mas o último deles sempre é mais rápido.
De fato, conheci muita gente nova e muitas coisas aconteceram. Redescobri amigos, visitei lugares e toquei em algumas festas. Nada se compara à presença dos amigos como companhia em todas essas viagens e passagens por lugares. Eu realmente não gosto de ver o tempo passar ficando à toa. A agenda tem que estar meio cheia, senão fico com aquela sensação idiota de que estou perdendo tempo e não estou vivendo da melhor maneira possível.
Talvez seja sinal da idade ou de uma espécie de maturidade que ainda não reconheço completamente, mas é, definitivamente, um periodo de descobertas que me agrada. Espero que 2008 traga uma reprise de muitos momentos bons que tive nesse ano e traga algumas boas surpresas e novidades. As coisas ruins que aconteceram magoaram, feriram, mas a gente cai pra aprender a se levantar. É isso, aqui estou, ainda de pé.
Desejo a todos aqueles que fazem parte da minha vida um 2008 com tudo aquilo que desejo pra mim! Good vibes, baby!
De fato, conheci muita gente nova e muitas coisas aconteceram. Redescobri amigos, visitei lugares e toquei em algumas festas. Nada se compara à presença dos amigos como companhia em todas essas viagens e passagens por lugares. Eu realmente não gosto de ver o tempo passar ficando à toa. A agenda tem que estar meio cheia, senão fico com aquela sensação idiota de que estou perdendo tempo e não estou vivendo da melhor maneira possível.
Talvez seja sinal da idade ou de uma espécie de maturidade que ainda não reconheço completamente, mas é, definitivamente, um periodo de descobertas que me agrada. Espero que 2008 traga uma reprise de muitos momentos bons que tive nesse ano e traga algumas boas surpresas e novidades. As coisas ruins que aconteceram magoaram, feriram, mas a gente cai pra aprender a se levantar. É isso, aqui estou, ainda de pé.
Desejo a todos aqueles que fazem parte da minha vida um 2008 com tudo aquilo que desejo pra mim! Good vibes, baby!
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
living for the weekend pt. 2
A graça de um fim de semana é diretamente proporcional à quantidade de gente divertida, simpática e interessante que a gente encontra. É animadora uma volta por uma festa onde a gente se sente em casa. Eu falo isso do Laboratório porque é uma família divertida, que se encontra uma vez por mês. Quem vai pela primeira vez - como aconteceu com um amigo meu, a quem convidei - e é uma pessoa de mente aberta, acaba compelido a voltar.
Claro que tem muita gente que vai e não volta mais, porque se assusta com uma coisa ou outra, ou não está preparado para ir a um lugar onde as aparências não ficam necessariamente em primeiro plano. Os caras vão pra dançar, as minas também. Olha que esquisito (para a maioria) né?
Minha casa! =]
Claro que tem muita gente que vai e não volta mais, porque se assusta com uma coisa ou outra, ou não está preparado para ir a um lugar onde as aparências não ficam necessariamente em primeiro plano. Os caras vão pra dançar, as minas também. Olha que esquisito (para a maioria) né?
Minha casa! =]
terça-feira, 13 de novembro de 2007
jungle rock
Se a minha viagem acabasse hoje, já teria valido a pena. Em dois curtos dias, já conheci muita gente que só existia pela internet e andei um bocado, uma boa passeada por lugares divertidos com pessoas interessantes. Não que Brasília não tenha isso, mas eu bem carecia de uma mudança de ares. E acabei em São Paulo, um zoológico humano que me seduz de maneira quase indescritível.
Tem festa boa de música eletrônica quase todo dia por aqui. Com gente grande e famosa que traz sons de qualidade. E quando não tiver algo que apeteça, com certeza há um bom lugar para sair para comer com os amigos. Eu tive saudade de Brasília no sábado, mas seriam só algumas horas e a variada compensou mais que a repetição.
É ótimo virar esquinas desconhecidas, cruzar com pessoas que não verei nunca mais, rir de piadas novas e rever gente que vale a pena ser revista. Nada como viajar para uma selva de pedra.
Coisas para se fazer e se sentir numa cidade grande:
- andar de metrô contra o fluxo do rush;- andar na Av. Paulista no frio, na hora do almoço;
- subir a Augusta depois das nove da noite, na hora em que tudo tá se transformando;
- não conseguir ver um céu exatamente limpo;
- ter festas boas, com várias opções todas as noites;
- ir à lojas inusitadas, com coisas diferentes e não resistir.
Assinar:
Postagens (Atom)


