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domingo, 14 de outubro de 2007

sobre tropa de elite

Ok, é uma produção bem feita. Mas não foge em nada à escola norteamericana de cinema. Os diálogos totalmente planejados, como em todo bom blockbuster, são previsíveis, como o discurso do comandante, na celebração de início do curso para preparação do BOPE. Nada que realmente soe realista. O realismo, como em todo cinema brasileiro, só funciona de fato quando entra em cena a parte violenta do filme. Sim, nós devemos mesmo ter talento para a agressão, pois essa parte sempre soa real.

Talvez essa veia violenta me assuste ainda mais, quando ocorrem reações como a que o público tem durante a projeção. Imaginem: ver um garoto beirando seus 15 anos, sendo sufocado, espancado e destratado, até o ápice da ameaça de estupro por um cabo de vassoura enquanto todo o público ao seu redor sorri, como se de fato estivesse ouvindo uma piada. É triste pensar que pode-se viver numa sociedade que se diverte com a miséria e a humilhação alheia. Dói um pouquinho até.

E acreditem: a parte boa fica pela quantidade excessiva de palavrões e por todos os chavões que acabam mesmo virando piada, por serem frases ridículas ou extremamente originais, mas todas com alto teor de sarcasmo e um leve senso de justiça.

Quanto ao sucesso, não sei se veio em decorrência à baixa qualidade do cinema nacional ou aos exageros do cinema estrangeiro. Só sei que no fim das contas, "Tropa de Elite" é mesmo um dos melhores filmes brasileiros. E isso também me entristece. Conseguiremos nós, os brasileiros, fazermos uma comédia ou um terror que preste ou vamos ficar só refilmando tragédias do dia-a-dia pra tentar entrar no Oscar?

quarta-feira, 27 de junho de 2007

scoop

Bom, eu não conseguiria escrever uma crítica jornalística exagerada sobre esse último filme de Woody Allen, contemplando todas as nuances da resenha especializada. Mas eu conseguiria dizer que é um filme divertido, fácil e que entretém.

Ora, que ódio é esse que os especialistas em cinema têm de uma comédia sem grandes pretensões. E cá entre nós, Allen está mais que hilário no papel de um velho mágico, cheio de cartas e truques. Sem contar com a presença de Scarlett Johansson, que mesmo de óculos redondos, não deixa de ser a mulher mais sexy da atualidade.

Quanto à vida, tudo anda, tudo muda e vamos pra frente. Parece que há uma boa nova, para agosto. Uma gig daquelas...

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